Doadora de Óvulos.
Quero Ser Pai

Doadora de Óvulos.

Tudo que você precisa saber.

Poucas pessoas sabem disso, mas ao definir a Doadora de Óvulos em um processo de FIV (Fertilização in Vitro), é possível escolher algumas características físicas desejadas pelo casal.

Como isso funciona?

Quando um casal opta por ter um bebê através dos métodos de Reprodução Assistida, dependendo do caso, se faz necessária a Doadora de Óvulos, uma mulher que literalmente, doará parte de seus óvulos para os futuros papais.

De modo geral, o processo é assim…

A doadora passa por um acompanhamento médico periódico, que tem como principal objetivo estimular a produção e a liberação ovariana, por intermédio da ingestão de hormônios específicos, que auxiliarão no crescimento e desenvolvimento ideal dos óvulos cativados.

Após este preparo, quando os óvulos estiverem prontos para serem retirados, o médico responsável fará a coleta e armazenará o material até o momento de seu manuseio correto, mantendo-o na incubadora a uma temperatura específica.

No momento da fertilização, os óvulos previamente preparados, são colocados em uma placa de cultura e fertilizados com os espermatozoides selecionados anteriormente, sendo um esperma para cada óvulo, portanto, ambos os materiais devem ser bem manuseados.

Quando o espermatozoide é colocado em contato com o óvulo, ele fecunda e passa a ser um embrião. O embrião pronto, é então transferido para o útero e assim se dá início a gravidez.

Mas quem pode ser a Doadora de Óvulos?

Como já sabemos, quem determina questões como essa, é o Concelho Federal de Medicina, que em 2021 estabeleceu que qualquer mulher entre 18 e 37 anos poderia ser Doadora de Óvulos, desde que não tivesse nenhum tipo de alterações genética que pudesse comprometer a saúde da receptora, ou seja, da Barriga Solidária (clique aqui pra ler mais sobre a Barriga Solidária).

Portanto, toda mulher que atende a este pré-requisito pode doar, mas precisa passar por alguns exames médicos obrigatórios, como:

  • Avaliação física
  • Avaliação psicológica
  • Avaliação ginecológica
  • Exames sorológicos
  • Entre outros

O objetivo de toda essa análise é descartar qualquer presença de cistos e miomas que possam comprometer a qualidade do processo de fertilização, além de garantir a ausência de doenças como o HIV, a Hepatite, Zika Vírus e agora, a COVID-19.  

É importante ressaltar que a mulher que doa, recebe todo o apoio médico durante essas avaliações e só é liberada para doar com a plena certeza do doutor que a acompanhou durante os exames, prezando sempre pela integridade das partes envolvidas na fertilização.

Ah! Após a liberação médica, a mulher doadora passa por uma entrevista com especialistas da clínica, para checar todo seu histórico de saúde familiar, buscando constatar a ausência de alguma patologia hereditária que possa influenciar, mesmo que de forma indireta, a vida da criança no futuro. 

Todas as informações médicas e familiares, bem como as características físicas da doadora, são colocadas em uma ficha com amplos detalhes, porém mantendo sua identidade sempre anônima, conforme a orientação do CFM.  

Contextualizando os papais…

Os futuros papais que estão em busca de uma doadora, sejam casais hetero ou gay, recebem algumas fichas da clínica especializada em fertilização, com diferentes doadoras e consequentemente, diferentes características.

Com as informações em mãos, os papais podem avaliar conforme suas preferências e escolher sua doadora ideal, considerando características físicas, psicológicas e familiares dessa doadora, já que seus gametas e sua genética estarão presentes no bebê.

Dessa maneira, os casais podem optar por atributos genéticos que mais se assemelham consigo, prezando por um bebê ainda mais parecido com os pais, mediante as características da doadora. Legal, né?

Assista o vídeo abaixo e entenda mais sobre o assunto:

Fontes:

Projeto BETA – Doação de óvulos e embriões no Brasil.

Salomão Zoppi – Fertilização in Vitro: entenda o que é e como funciona uma das técnicas de reprodução assistida.

set 21, 2022
Andre Tonanni
Autor do blog, Tonanni é empresário do mercado de eventos, artista, cantor e pianista. Dedica seu tempo livre à família e a encorajar casais LGBT+ a seguirem o caminho da paternidade Instagram: @tonanni e @2papais
Tudo que você precisa saber sobre a Barriga Solidária.
Quero Ser Pai

Tudo que você precisa saber sobre a Barriga Solidária.

Ao pensar em ter filhos, tanto os casais heterossexuais quanto os casais LGBT+, enfrentam uma série de dificuldades, obviamente, é muito mais agravante para os casais compostos por dois homens, pois em termos biológicos, precisarão de óvulos e do útero para gerar o bebê.

Graças aos avanços científicos e aos milhares de estudos sobre fertilidade, o que antes era impossível, hoje se torna uma realidade na vida muitas famílias, através das soluções clínicas descobertas para amparar o processo gestacional.

Dentre as conquistas cientificas relacionadas a gravidez, podemos mencionar os métodos de Reprodução Assistida, como a FIV (Fertilização in Vitro), por exemplo, que traz consigo algumas dúvidas, tal como: Quem vai gerar o bebê? É nesse aspecto, que o termo “Barriga de Aluguel” surge, o qual é utilizado incorretamente.

Para quem assiste muita novela, sabe que o assunto não é tão novo quanto parece, mas pouco se sabe a respeito dos parâmetros que regem o termo “Barriga de Aluguel”. Então vamos falar um pouquinho sobre isso!

A nomenclatura correta aqui no Brasil é “Útero por Substituição”, ou simplesmente “Barriga Solidária”, já que o Conselho Federal de Medicina – órgão que ampara a Reprodução Assistida nacional – afirma que “é legalmente proibido cobrar para doar o útero”, de modo que uma doação não deve implicar nenhum tipo de vínculo comercial, prezando pelo ato de abnegação e altruísmo ao conceder o ventre, sem nenhum tipo de remuneração.

Essa regra existe exclusivamente no Brasil, pois quem administra todas as conceções a respeito da FIV é o CFM, portanto, este, é responsável por qualquer autorização e legalização que comprometa a integridade física das partes envolvidas no processo de fertilização, e dessa maneira preza por manter a saúde física e psicologia dos futuros pais, da barriga solidária e da doadora de óvulos, por intermédio das clínicas especialistas e médicos capacitados.

Mas afinal, o que é Barriga Solidária?

No processo de Fertilização in Vitro, alguns casais precisarão de um útero para gerar o feto. E é nesse momento que a Barriga Solidária entra em cena, pois a mulher escolhida pelo casal para gerar seu bebê, vai conceder o útero por rápidos 9 meses para “guardar” o pequeno embrião, até que chegue a hora de conhecer seus papais.

Segundo o CFM, a mulher que participará como Barriga Solidária, deve ter parentesco consanguíneo de até 4º com um dos papais envolvidos no processo, podendo ser a mãe, irmã, avó, tia ou prima. Porém, há exceções, já que o casal pode escolher sua Barriga Solidária, conforme a vontade mútua dos envolvidos (como uma amiga, por exemplo), entretanto, neste caso, deve-se solicitar uma autorização do Concelho Federal de Medicina local, para apresentar à clínica responsável pelo processo e submeter a avaliação.

Lembre-se: o fato de uma mulher conceder o útero para gerar o bebê, não a torna mãe da criança, visto que não há nenhuma correlação genética entre ambos para comprovar o grau de parentesco, já que não foram utilizados os gametas dessa doadora.

Quais os pré-requisitos para ser uma Barriga Solidária?

Cada caso é um caso, apesar de existir algumas regras, como:

  • A mulher deve ter até 50 anos, no máximo.

À medida que a mulher envelhece, suas chances de engravidar são reduzidas, pois o útero vai deixando de estar preparado para receber um embrião, já que quanto mais jovem, mais pré-disposta a uma gravidez a mulher está.

Apesar da barriga solidária não ser a mãe do bebê, não podemos esquecer que ela passará por uma verdadeira gravidez, ou seja, as chances de engravidar continuam sendo mais altas de acordo com sua juventude, e consequentemente, a taxa de sucesso no processo também é potencializada, além do bem-estar da mulher durante a gestação.

  • Avaliação médica.

A mulher escolhida para ser a Barriga Solidária, também deve passar por uma avaliação médica completa, que visa analisar se há qualquer possibilidade de doença pré-existente que coloque em risco a vida dela ou do bebê. Além de avaliar se as condições uterinas são propícias para gerar um bebê saudável.

  • Preparação uterina.

Aproximadamente 10 dias antes de dar início a FIV, a mulher passa por uma preparação do útero, com o objetivo de torná-lo um ambiente ideal para a chegada do embrião, potencializando também as chances da concepção. Essa preparação é feita por intermédio da ingestão de medicamentos via oral, e claro, sob orientação médica.

Agora vamos as especificidades:

Caso a Barriga Solidária tenha o grau de parentesco recomendado, é necessário um comprovante que ateste a familiaridade. Ou, a autorização do CFM liberando a conceção do útero por uma mulher não parente de um dos pais.

Além disso, existe o Termo de Consentimento, que deve ser assinado pelas partes envolvidas, afirmando a ciência e o compromisso com sua atuação no processo.

Ah! Outro ato importante é o acompanhamento psicológico, que é imprescindível para ambas as partes, tanto os pais, quanto a Barriga Solidária. O objetivo deste acompanhamento é avaliar o nível de confortabilidade que todos estão com o processo que se iniciará, compreendendo se estão aptos e cientes de suas responsabilidades para com o processo. É importante que este passo seja cumprido.

Quais são os riscos da Barriga Solidária?

De modo geral, os riscos são os mesmos que de uma gravidez natural, já que a mulher estará exposta a praticamente as mesmas condições. Neste caso, estamos falando de problemas como: má formação do feto ou aborto espontâneo; não necessariamente um dano à saúde da mulher.

A taxa de sucesso de uma FIV varia de acordo com os métodos adotados pela clínica. Entretanto, o sucesso no procedimento está atrelado a perfeita execução de todos os procedimentos mencionados aqui, ou seja, o conjunto da obra. Por isso, e para manter a saúde da mulher e do bebê, é importante escolher uma boa clínica, além de fazer todo o acompanhamento instruído pelos médicos de forma correta.

Nós fizemos 8 transferências até chegar no nosso tão sonhado bebê então passamos por muitas dificuldades e hoje ajudamos casais a cortar esse caminho, fazendo as perguntas certas para os médicos e se preparando psicologicamente pra essa jornada, que pode dar certo na primeira tentativa ou na oitava.

Saiba mais:

https://www.youtube.com/watch?v=YwIb_40sVpo

Fontes:

Clínica Gera – Barriga de Aluguel: o que é? Guia Completo!

Clínica Origem – Barriga de Aluguel: veja as regras.

Clínica Reproduce – O que é barriga de aluguel?

set 21, 2022
Andre Tonanni
Autor do blog, Tonanni é empresário do mercado de eventos, artista, cantor e pianista. Dedica seu tempo livre à família e a encorajar casais LGBT+ a seguirem o caminho da paternidade Instagram: @tonanni e @2papais
Existe “mãe” em uma concepção homoafetiva realizada por meio da Fertilização in Vitro?
Quero Ser Pai

Existe “mãe” em uma concepção homoafetiva realizada por meio da Fertilização in Vitro?

Entenda a importância e a posição da figura feminina na FIV.

Nós já mencionamos figuras femininas muitas vezes em nossas conversas, como a doadora de óvulos e a barriga solidária. Mas, é importante ressaltar suas posições e responsabilidades dentro de um procedimento como a Fertilização in Vitro.

Primeiro, vamos falar sobre a figura “mãe” dentro da nossa sociedade heteronormativa?

O conceito de ser mãe dentro de um contexto familiar dado como “normal” na sociedade em que vivemos, é composto por uma família tradicional, cuja a mãe é quem concebe, gera, da à luz e posteriormente cria. Por muitos anos, subentendemos que este é o natural da vida, mas isso está mudando.

À medida que evoluímos, nossa comunidade descobre novas possibilidades como a adoção e a reprodução assistida, por exemplo. Métodos que dão uma família aos casais heterossexuais com problemas de fertilidade e aos casais homossexuais que sonham em ser pais, transformando o conceito de maternidade.

E mesmo com tanto preconceito e dificuldade, a Fertilização in Vitro é um método possível e permitido, que ajuda os casais gays a terem filhos e romper a barreira do tradicionalismo no Brasil e no mundo. Fantástico, né? Esse é o verdadeiro significado de “para o amor não há limites”.

E como a figura feminina é vista dentro de um procedimento de FIV?    

Para entender esse aspecto, é importantíssimo desvincular o termo “mãe” do processo, pois se não há nenhum tipo de relacionamento afetivo, mesmo que por consideração, então não existe mãe. Entenda, ter um vínculo sanguíneo ou um código de DNA envolvido, não torna a doadora ou a barriga solidária mãe dos bebês gerados na FIV, já que as mesmas concordaram em realizar este processo de maneira altruísta, dedicadas a um único objetivo: transformar um casal em uma família.

Além disso, a doadora de óvulos é anônima, ela não conhece os pais e consequentemente os pais não a conhecem, todo o intermédio é feito pela clínica para manter a integridade da identidade de todos os envolvidos no processo. Isso é uma regra na FIV!

Já a barriga solidária, pode ser acompanhada durante toda a gestação pelos pais, recebendo o suporte necessário desde que acordado em contrato, também prezando pela idoneidade dos termos acordados previamente.

E quanto a criação da criança?

Após o nascimento do bebê ou dos bebês, os pais é quem ficam integralmente responsáveis por toda a criação e cuidado deste momento em diante. Nem mesmo a barriga solidária pode interferir nessa nova fase da família, que recebe todo o amparo para manter a segurança familiar e evitar qualquer contratempo imediato ou futuro. Aliás:

“Pai é quem cria”

Quem nunca ouviu este termo, né? E de fato, ele se faz real, apesar de os pais participarem de todo o procedimento contribuindo com os espermas. Portanto, a genética dos pais é mantida. Mas já falamos sobre isso por aqui!  

Concluindo… A força e a figura feminina é sim, muito importante e reconhecida por toda sua participação neste lindo processo de realização de um sonho. Entretanto, não há mãe em uma FIV realizada por 2 papais, por exemplo. Então se você ouvir alguém questionando sobre este assunto, já sabe o que responder, certo?

set 08, 2022
Andre Tonanni
Autor do blog, Tonanni é empresário do mercado de eventos, artista, cantor e pianista. Dedica seu tempo livre à família e a encorajar casais LGBT+ a seguirem o caminho da paternidade Instagram: @tonanni e @2papais
5 Primeiros Passos para a Fertilização in Vitro
Quero Ser Pai

5 Primeiros Passos para a Fertilização in Vitro

Já não é de hoje que tratamos sobre as dificuldades quando o assunto é ter um bebê através do processo de Fertilização in Vitro seja para homossexuais ou heterossexuais. Além dos quesitos burocráticos e financeiros, ainda existem os preconceitos sociais. Aliás quando um casal hetero assume uma infertilidade e opta pela Reprodução Assistida, tudo é bem visto. Mas quando um casal homossexual decide traçar o mesmo caminho, é extremamente constrangida pelas opniões e os “achismos” sociais. 

Muitos casais gays desistem da FIV por estes motivos, ou porque infelizmente não sabem por onde começar, já que as informações são bem raras e quando existem viram tabu. Vamos falar sobre isso?

Conheça os primeiros passos para uma Fertilização de sucesso! 

  • 1. Realize uma Pesquisa sobre a FIV: Em todos os casos, se munir de informações é sempre a melhor opção. Aqui no Blog 2 Papais sempre trazemos conteúdos sobre este tema ou no Instagram você pode acompanhar mais de perto. Além disso, as principais dicas para você que está passando ou deseja passar por este processo está em nosso canal do Youtube. 
  • 2. Conheça seus Direitos: A Fertilização in Vitro para Gays no Brasil virou um tabu, mas é possível sim. É importante entender seus direitos, ter um advogado a seu favor pode ser uma vantagem. 
  • 3. Clínicas Conceituadas: Sempre opte por especialistas na área, pois não é um procedimento simples. As clínicas que te darão suporte e realizarão a FIV, devem ser conceituadas e bem faladas por quem já realizou algum tipo de procedimento. Procure os melhores profissionais!
  • 4. Converse com um Médico: Nada como o cara a cara! Agende uma visita com um Médico de sua confiança e tire suas dúvidas mais íntimas sobre o procedimento. Além de te informar, ele pode indicar especialistas e clínicas de sucesso. 
  • 5. Planejamento Financeiro: O procedimento de Fertilização in Vitro exige investimento, pois além de ser um processo minucioso, pede profissionais renomados e empresas conceituadas com o propósito de dar tudo certo. Fora que podem haver imprevistos e você precisa estar preparado. 

Se você tem o sonho de ter um filho, não desista pela falta de informação ou pelo medo. Quer uma dica? Comece pelo “Sim”! Aceite este desejo sem temê-lo e dê o primeiro passo. De degrau em degrau, aos poucos tudo vai fazendo mais sentido, pois a Fertilização in Vitro é uma jornada de experiências, amor e muito conhecimento rumo a paternidade.

maio 15, 2022
Andre Tonanni
Autor do blog, Tonanni é empresário do mercado de eventos, artista, cantor e pianista. Dedica seu tempo livre à família e a encorajar casais LGBT+ a seguirem o caminho da paternidade Instagram: @tonanni e @2papais