<strong>ESTAMOS GRÁVIDOS!</strong>
Helio e Tonanni

ESTAMOS GRÁVIDOS!

Revelação da nossa gravidez.

Oi, pessoal!

Para você que é novo por aqui, primeiramente seja bem-vindo! Mas, para você que já é de casa, temos uma mega novidade: finalmente conseguimos ter o nosso primeiro filho. Sim! Por meio do método de FIV que tanto falamos por aqui, e claro, com o auxílio da Barriga Solidária. Mas antes de tudo, vou contextualizar um pouquinho sobre nossa história para que todos entendam a importância dessa notícia.

Inicialmente, a ideia de ser pai surgiu do Helio, já que construir uma família sempre foi um desejo dele. Em contrapartida, eu não pensava que isso seria possível, pois enxergava muitas barreiras na paternidade, entre elas, a dificuldade de realizar tarefas corriqueiras do dia a dia. Na minha cabeça, ter um bebê ia me impedir de fazer coisas que eu não abriria mão, como viagens, baladas e até mesmo minha profissão, já que sou artista. Como eu estava errado! hehe

Como percebi que ter uma família era muito importante para o Helio, busquei entender o que era a paternidade e quais as possibilidades que nós – um casal gays – tínhamos aqui no Brasil. De cara, fiquei surpreso com as muitas coisas que não chegam até nós, informações preciosíssimas que não nos são passadas, como: “casais gays PODEM ser pais, e aqui no Brasil.” Com as coisas que li e vi, pude entender a perspectiva de família que o Helio tinha e percebi que um filho ou filha, na verdade não seria um empecilho, e sim, viria para somar. Foi então que decidi entrar nessa jornada junto com ele.

Quando optamos pelo método de Fertilização in Vitro, buscamos saber tudo que precisávamos e por onde começaríamos. E devo confessar que fomos surpreendidos com a falta de informação que temos quando o assunto é “Reprodução Assistida para Gays no Brasil”, pois é muito raro vermos casais gays sendo pais aqui, principalmente por acharem que é impossível ou que é necessário realizar o procedimento no exterior, fora todo o preconceito envolvido e os comentários desagradáveis que ouvimos. Entendo as inseguranças, e compreendo ainda mais pelo fato de termos encontrado muita dificuldade em nossa jornada.

Veja, foram 3 anos de tentativas e muitas frustrações! Em maioria de nossas transferências de embrião, tivemos abortos espontâneos que doeram demais. Em determinado momento da jornada, me vi desamparado e decepcionado com o que àquele sonho havia se tornado em nossas vidas. Foi nessa zona de caos, que tive a ideia de criar o Projeto 2 Papais, com o propósito de ajudar outros casais com o mesmo desejo, a encurtarem seu processo e evitarem toda a dor de cabeça que estávamos passando. Minha maior vontade com a página, o blog e o canal 2 Papais, era fazer com que os casais gays tivessem toda a informação que nós não tínhamos no início dessa jornada. 

À medida que instruía outros casais, e que os inspirava com histórias de sucesso de outros pais gays, me sentia renovado para continuar nossa trajetória como uma futura família, e isso me fortalecia. Até que depois de muitas lágrimas, finalmente chegou nossa vez de sorrir e podemos dizer: SOMOS 2 PAPAIS! Com o auxílio de muitos profissionais, doadoras e com o apoio de pessoas queridas, conseguimos celebrar esse momento tão especial para nós.

Mais do que nunca, vamos compartilhar momentos de nossa história com vocês, para que saibam que: quando sonhamos forte, até o que parece impossível se torna possível! Então #força. Se vc não sabe por onde começar e também quer realizar o sonho da paternidade, assista nossa palestra pra ter ter todas as informações (cadastre-se aqui).

Confira o making of da revelação de nossa gravidez abaixo:

out 01, 2022
Andre Tonanni
Autor do blog, Tonanni é empresário do mercado de eventos, artista, cantor e pianista. Dedica seu tempo livre à família e a encorajar casais LGBT+ a seguirem o caminho da paternidade Instagram: @tonanni e @2papais
Novidade: CFM flexibiliza as regras da Reprodução Assistida no Brasil.
Quero Ser Pai

Novidade: CFM flexibiliza as regras da Reprodução Assistida no Brasil.

Resolução de Setembro de 2022.

Como já sabemos por aqui, o Conselho Federal de Medicina é o órgão que rege e ampara todas as clínicas públicas e privadas quanto às normas de Reprodução Assistida no Brasil, independente do método escolhido pelos casais gays ou heterossexuais.

Periodicamente, o CFM atualiza as normas relacionadas à fertilização brasileira e esclarece as possibilidades fornecidas às entidades que prestam este tipo de serviço. Sendo assim, recentemente, o órgão divulgou os novos critérios e surpreendeu a muitos com a novidade.

Acompanhe e veja o que mudou:

  • Quantidade de embriões gerados em laboratório:

Uma das grandes mudanças que ocorreu, está relacionada ao número de embriões que podem ser gerados em laboratório, já que anteriormente o limite máximo era de 8 óvulos e agora o casal é quem decide quantos gametas serão utilizados no processo de fertilização.

De toda forma, os óvulos que restarem ainda devem ser criopreservados, ou seja, congelados para serem utilizados posteriormente pelo casal, ou enviados para a doação, por exemplo.

  • Descarte de embriões:

Diretamente relacionado à quantidade de embriões gerados em laboratório, o descarte se faz necessário em casos de sobra, ou seja, se o casal não for utilizar os embriões excedentes e nem os doar. A partir da nova atualização, o casal não precisa mais de autorização judicial para descartar o material, já que segundo a Lei de Biossegurança (2005), os embriões desnecessários devem ser descartados sem a exigência de uma licença para isso.

Mesmo assim, a decisão sobre o que será feito com este material é exclusivamente do(a) paciente, pois é possível fazer uma transferência futura, doar para terceiros ou descartar após três anos de criopreservação.

  • Sexo do embrião gerado:

Outra grande novidade com relação ao exame de biópsia embrionária, é que agora, se for da vontade dos pais saberem o sexo do embrião gerado, a clínica pode informar independente do caso, assim o casal já fica preparado para as próximas etapas.

Já as outras regras, e principalmente sobre o útero de substituição, permanecem as mesmas por enquanto e devem ser mantidas pelas clínicas públicas ou privadas até que o CFM se pronuncie novamente. Mas e aí, gostou das novidades?

Ficou alguma dúvida? Entenda mais sobre o assunto no vídeo abaixo:

out 01, 2022
Andre Tonanni
Autor do blog, Tonanni é empresário do mercado de eventos, artista, cantor e pianista. Dedica seu tempo livre à família e a encorajar casais LGBT+ a seguirem o caminho da paternidade Instagram: @tonanni e @2papais
Doadora de Óvulos.
Quero Ser Pai

Doadora de Óvulos.

Tudo que você precisa saber.

Poucas pessoas sabem disso, mas ao definir a Doadora de Óvulos em um processo de FIV (Fertilização in Vitro), é possível escolher algumas características físicas desejadas pelo casal.

Como isso funciona?

Quando um casal opta por ter um bebê através dos métodos de Reprodução Assistida, dependendo do caso, se faz necessária a Doadora de Óvulos, uma mulher que literalmente, doará parte de seus óvulos para os futuros papais.

De modo geral, o processo é assim…

A doadora passa por um acompanhamento médico periódico, que tem como principal objetivo estimular a produção e a liberação ovariana, por intermédio da ingestão de hormônios específicos, que auxiliarão no crescimento e desenvolvimento ideal dos óvulos cativados.

Após este preparo, quando os óvulos estiverem prontos para serem retirados, o médico responsável fará a coleta e armazenará o material até o momento de seu manuseio correto, mantendo-o na incubadora a uma temperatura específica.

No momento da fertilização, os óvulos previamente preparados, são colocados em uma placa de cultura e fertilizados com os espermatozoides selecionados anteriormente, sendo um esperma para cada óvulo, portanto, ambos os materiais devem ser bem manuseados.

Quando o espermatozoide é colocado em contato com o óvulo, ele fecunda e passa a ser um embrião. O embrião pronto, é então transferido para o útero e assim se dá início a gravidez.

Mas quem pode ser a Doadora de Óvulos?

Como já sabemos, quem determina questões como essa, é o Concelho Federal de Medicina, que em 2021 estabeleceu que qualquer mulher entre 18 e 37 anos poderia ser Doadora de Óvulos, desde que não tivesse nenhum tipo de alterações genética que pudesse comprometer a saúde da receptora, ou seja, da Barriga Solidária (clique aqui pra ler mais sobre a Barriga Solidária).

Portanto, toda mulher que atende a este pré-requisito pode doar, mas precisa passar por alguns exames médicos obrigatórios, como:

  • Avaliação física
  • Avaliação psicológica
  • Avaliação ginecológica
  • Exames sorológicos
  • Entre outros

O objetivo de toda essa análise é descartar qualquer presença de cistos e miomas que possam comprometer a qualidade do processo de fertilização, além de garantir a ausência de doenças como o HIV, a Hepatite, Zika Vírus e agora, a COVID-19.  

É importante ressaltar que a mulher que doa, recebe todo o apoio médico durante essas avaliações e só é liberada para doar com a plena certeza do doutor que a acompanhou durante os exames, prezando sempre pela integridade das partes envolvidas na fertilização.

Ah! Após a liberação médica, a mulher doadora passa por uma entrevista com especialistas da clínica, para checar todo seu histórico de saúde familiar, buscando constatar a ausência de alguma patologia hereditária que possa influenciar, mesmo que de forma indireta, a vida da criança no futuro. 

Todas as informações médicas e familiares, bem como as características físicas da doadora, são colocadas em uma ficha com amplos detalhes, porém mantendo sua identidade sempre anônima, conforme a orientação do CFM.  

Contextualizando os papais…

Os futuros papais que estão em busca de uma doadora, sejam casais hetero ou gay, recebem algumas fichas da clínica especializada em fertilização, com diferentes doadoras e consequentemente, diferentes características.

Com as informações em mãos, os papais podem avaliar conforme suas preferências e escolher sua doadora ideal, considerando características físicas, psicológicas e familiares dessa doadora, já que seus gametas e sua genética estarão presentes no bebê.

Dessa maneira, os casais podem optar por atributos genéticos que mais se assemelham consigo, prezando por um bebê ainda mais parecido com os pais, mediante as características da doadora. Legal, né?

Assista o vídeo abaixo e entenda mais sobre o assunto:

Fontes:

Projeto BETA – Doação de óvulos e embriões no Brasil.

Salomão Zoppi – Fertilização in Vitro: entenda o que é e como funciona uma das técnicas de reprodução assistida.

set 21, 2022
Andre Tonanni
Autor do blog, Tonanni é empresário do mercado de eventos, artista, cantor e pianista. Dedica seu tempo livre à família e a encorajar casais LGBT+ a seguirem o caminho da paternidade Instagram: @tonanni e @2papais
Tudo que você precisa saber sobre a Barriga Solidária.
Quero Ser Pai

Tudo que você precisa saber sobre a Barriga Solidária.

Ao pensar em ter filhos, tanto os casais heterossexuais quanto os casais LGBT+, enfrentam uma série de dificuldades, obviamente, é muito mais agravante para os casais compostos por dois homens, pois em termos biológicos, precisarão de óvulos e do útero para gerar o bebê.

Graças aos avanços científicos e aos milhares de estudos sobre fertilidade, o que antes era impossível, hoje se torna uma realidade na vida muitas famílias, através das soluções clínicas descobertas para amparar o processo gestacional.

Dentre as conquistas cientificas relacionadas a gravidez, podemos mencionar os métodos de Reprodução Assistida, como a FIV (Fertilização in Vitro), por exemplo, que traz consigo algumas dúvidas, tal como: Quem vai gerar o bebê? É nesse aspecto, que o termo “Barriga de Aluguel” surge, o qual é utilizado incorretamente.

Para quem assiste muita novela, sabe que o assunto não é tão novo quanto parece, mas pouco se sabe a respeito dos parâmetros que regem o termo “Barriga de Aluguel”. Então vamos falar um pouquinho sobre isso!

A nomenclatura correta aqui no Brasil é “Útero por Substituição”, ou simplesmente “Barriga Solidária”, já que o Conselho Federal de Medicina – órgão que ampara a Reprodução Assistida nacional – afirma que “é legalmente proibido cobrar para doar o útero”, de modo que uma doação não deve implicar nenhum tipo de vínculo comercial, prezando pelo ato de abnegação e altruísmo ao conceder o ventre, sem nenhum tipo de remuneração.

Essa regra existe exclusivamente no Brasil, pois quem administra todas as conceções a respeito da FIV é o CFM, portanto, este, é responsável por qualquer autorização e legalização que comprometa a integridade física das partes envolvidas no processo de fertilização, e dessa maneira preza por manter a saúde física e psicologia dos futuros pais, da barriga solidária e da doadora de óvulos, por intermédio das clínicas especialistas e médicos capacitados.

Mas afinal, o que é Barriga Solidária?

No processo de Fertilização in Vitro, alguns casais precisarão de um útero para gerar o feto. E é nesse momento que a Barriga Solidária entra em cena, pois a mulher escolhida pelo casal para gerar seu bebê, vai conceder o útero por rápidos 9 meses para “guardar” o pequeno embrião, até que chegue a hora de conhecer seus papais.

Segundo o CFM, a mulher que participará como Barriga Solidária, deve ter parentesco consanguíneo de até 4º com um dos papais envolvidos no processo, podendo ser a mãe, irmã, avó, tia ou prima. Porém, há exceções, já que o casal pode escolher sua Barriga Solidária, conforme a vontade mútua dos envolvidos (como uma amiga, por exemplo), entretanto, neste caso, deve-se solicitar uma autorização do Concelho Federal de Medicina local, para apresentar à clínica responsável pelo processo e submeter a avaliação.

Lembre-se: o fato de uma mulher conceder o útero para gerar o bebê, não a torna mãe da criança, visto que não há nenhuma correlação genética entre ambos para comprovar o grau de parentesco, já que não foram utilizados os gametas dessa doadora.

Quais os pré-requisitos para ser uma Barriga Solidária?

Cada caso é um caso, apesar de existir algumas regras, como:

  • A mulher deve ter até 50 anos, no máximo.

À medida que a mulher envelhece, suas chances de engravidar são reduzidas, pois o útero vai deixando de estar preparado para receber um embrião, já que quanto mais jovem, mais pré-disposta a uma gravidez a mulher está.

Apesar da barriga solidária não ser a mãe do bebê, não podemos esquecer que ela passará por uma verdadeira gravidez, ou seja, as chances de engravidar continuam sendo mais altas de acordo com sua juventude, e consequentemente, a taxa de sucesso no processo também é potencializada, além do bem-estar da mulher durante a gestação.

  • Avaliação médica.

A mulher escolhida para ser a Barriga Solidária, também deve passar por uma avaliação médica completa, que visa analisar se há qualquer possibilidade de doença pré-existente que coloque em risco a vida dela ou do bebê. Além de avaliar se as condições uterinas são propícias para gerar um bebê saudável.

  • Preparação uterina.

Aproximadamente 10 dias antes de dar início a FIV, a mulher passa por uma preparação do útero, com o objetivo de torná-lo um ambiente ideal para a chegada do embrião, potencializando também as chances da concepção. Essa preparação é feita por intermédio da ingestão de medicamentos via oral, e claro, sob orientação médica.

Agora vamos as especificidades:

Caso a Barriga Solidária tenha o grau de parentesco recomendado, é necessário um comprovante que ateste a familiaridade. Ou, a autorização do CFM liberando a conceção do útero por uma mulher não parente de um dos pais.

Além disso, existe o Termo de Consentimento, que deve ser assinado pelas partes envolvidas, afirmando a ciência e o compromisso com sua atuação no processo.

Ah! Outro ato importante é o acompanhamento psicológico, que é imprescindível para ambas as partes, tanto os pais, quanto a Barriga Solidária. O objetivo deste acompanhamento é avaliar o nível de confortabilidade que todos estão com o processo que se iniciará, compreendendo se estão aptos e cientes de suas responsabilidades para com o processo. É importante que este passo seja cumprido.

Quais são os riscos da Barriga Solidária?

De modo geral, os riscos são os mesmos que de uma gravidez natural, já que a mulher estará exposta a praticamente as mesmas condições. Neste caso, estamos falando de problemas como: má formação do feto ou aborto espontâneo; não necessariamente um dano à saúde da mulher.

A taxa de sucesso de uma FIV varia de acordo com os métodos adotados pela clínica. Entretanto, o sucesso no procedimento está atrelado a perfeita execução de todos os procedimentos mencionados aqui, ou seja, o conjunto da obra. Por isso, e para manter a saúde da mulher e do bebê, é importante escolher uma boa clínica, além de fazer todo o acompanhamento instruído pelos médicos de forma correta.

Nós fizemos 8 transferências até chegar no nosso tão sonhado bebê então passamos por muitas dificuldades e hoje ajudamos casais a cortar esse caminho, fazendo as perguntas certas para os médicos e se preparando psicologicamente pra essa jornada, que pode dar certo na primeira tentativa ou na oitava.

Saiba mais:

https://www.youtube.com/watch?v=YwIb_40sVpo

Fontes:

Clínica Gera – Barriga de Aluguel: o que é? Guia Completo!

Clínica Origem – Barriga de Aluguel: veja as regras.

Clínica Reproduce – O que é barriga de aluguel?

set 21, 2022
Andre Tonanni
Autor do blog, Tonanni é empresário do mercado de eventos, artista, cantor e pianista. Dedica seu tempo livre à família e a encorajar casais LGBT+ a seguirem o caminho da paternidade Instagram: @tonanni e @2papais